quarta-feira, 8 de julho de 2009

Campinas ganhará segunda estação de transferência em 120 dias

Começam nesta quinta-feira, 9 de julho, as obras para implantação da estação de transferência de passageiros na Av. Senador Saraiva, entre a Av, João Penido Burnier e a R. Ferreira Penteado. A estação beneficiará os usuários do transporte coletivo na área central de Campinas, já que 71 linhas passam pela região.

Todo o canteiro central da avenida será revitalizado, recebendo 14 abrigos metálicos que seguirão o padrão que está sendo implantado em toda a cidade. O pavimento dos locais de parada dos ônibus será substituído por concreto armado, mais resistente e que não deforma com o tempo. Além disso, as plataformas terão todos os elementos de acessibilidade necessários, como piso podotátil e rampas de acesso, além de iluminação própria, telefones públicos e grades de proteção.

Haverá paradas nos dois lados da avenida e, por isso, a região contará com ônibus dotados de portas de acesso também do lado esquerdo. A previsão de entrega das obras é de aproximadamente 120 dias.

Conforme o contrato de concessão feito pelas empresas de transporte com o poder público, esta é a segunda estação de transferência que as concessionárias do transporte entregarão aos campineiros. No total deverão ser construídas outras oito, totalizando dez estações espalhadas pelas várias regiões da cidade.

Fonte: Transurc

Passagens de ônibus interestaduais, intermunicipais e internacionais rodoviárias passam a ter validade de um ano

A partir de agora os bilhetes para viagens internacionais, intermunicipais ou interestaduais, de ônibus, terão validade de um ano.

O vice-presidente da República, José Alencar, sancionou a Lei que permite que os usuários usem os bilhetes dentro deste prazo, independente de estarem com data e horários marcados. A Lei consta no Diário Oficial da União desta quarta-feira.

Até então quem comprava passagens com data marcada podia remarcar para outro dia, desde que isso fosse feito com antecedência, mas com limitação. Algumas empresas permitiam que fosse remarcado apenas uma vez e outras até três vezes.

Neste período de um ano, caso o passageiro desista da viagem, terá direito de ser reembolsado, o que deverá ser feito em 30 dias a partir do pedido. O reembolso terá o valor da tarifa no dia descontada a comissão de venda.

A Lei também determina que, em caso de atraso da partida por mais de uma hora o transportador terá de providenciar o embarque em outra empresa que ofereça serviço equivalente ou restituir o passageiro.

Além disso, se houver interrupção durante a viagem, a hospedagem e alimentação ficam por conta da empresa transportadora. Já se a parada ocorrer por iniciativa do passageiro não caberá qualquer desembolso.

Empresas que operam com linhas urbanas e semi-urbanas estão isentas da nova Lei.

Fonte: Campo Grande News

Porto Alegre tem novo padrão de itinerários nos ônibus

Com o objetivo de facilitar a identificação dos letreiros, 200 ônibus da Capital já circulam de acordo com o novo padrão estabelecido pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Nos novos mostradores, o nome e o número das linhas são oito centímetros mais altos e 34 centímetros mais largos. A mudança no visual dos letreiros recebeu apoio de usuários do transporte coletivo da Capital.Fernando Michel, diretor de Transportes da EPTC, afirma que todos os ônibus da frota deverão de adaptar ao novo padrão.

A novidade
- Os novos letreiros têm 22,8 cm para a altura do nome e do número das linhas, com largura de 1m30cm.
- O novo padrão apresenta, também, cor verde para os números.

Fonte: Zero Hora

Campo Grande/MS amplia instalação de câmeras em ônibus urbanos

Apesar de ter sofrido ligeira alta numa comparação entre os meses de maio e junho, já começa a surtir efeitos positivos a iniciativa das concessionárias da Capital de instalar câmeras de vídeo nos ônibus. Contra os veículos que já contam com esses dispositivos não foi registrada nenhuma ocorrência. Nas próximas semanas o número de câmeras instaladas nos ônibus será ampliado.
Conforme levantamento feito pela Assetur, em maio foram registrados 21 casos de assalto, número que subiu para 28 em junho, mas mesmo assim bastante abaixo das ocorrências verificadas em abril, que chegaram a 75. “Infelizmente, apesar de os números terem melhorado, ainda nos causa bastante preocupação a ação dos criminosos”, disse João Rezende Filho, diretor da entidade.
No entanto, conforme destacou, os investimentos feitos na aquisição de câmeras de vídeo já começam a apresentar resultados positivos, pois contra os carros que possuem os equipamentos não foi registrada nenhuma ocorrência. “O que fica claro é as câmeras estão inibindo a ação dos criminosos”, argumentou.
João Rezende informou que nos próximos 15 dias 60 novas câmeras serão instaladas nos ônibus da Capital. Hoje existem 28 em operação. “Nossa intenção é a de instalar os equipamentos em toda a frota”, disse o empresário.

Fonte: MS Notícias

terça-feira, 7 de julho de 2009

ESPECIAL: Governo brasileiro apresenta primeiro ônibus movido a hidrogênio do país

Primeira fase do projeto está concluída e unidade saiu por cerca de R$ 1,2 milhão. A segunda unidade poderá ser de 15m e começará a ser construída ainda este ano com entrega prevista para o começo de 2010.

O Governo Federal, em conjunto com o governo paulista apresentou na quarta-feira, 1º de julho, o protótipo do Ônibus Brasileiro Movido a Hidrogênio. A cerimônia aconteceu na sede da EMTU, em São Bernardo do Campo. O governador de São Paulo, José Serra, conheceu o veículo e deu uma volta, juntamente com outras autoridades e pessoas que participaram da elaboração do projeto. Logo após o almoço oferecido no local, deu-se início um workshop que mostrou todas as fases e toda a elaboração desse projeto, que levou um total de 16 anos para ser concluído. O Portal InterBuss esteve presente desde o princípio do cerimonial e acompanhou as palestras até o final, e traz todas as informações para você. Foram dois dias de workshop.

O secretário de transportes metropolitanos, José Luiz Portella abriu o workshop agradecendo a presença de todos e ressaltou a dificuldade da implementação de políticas públicas no Brasil, o que trava projetos importantes para o nosso desenvolvimento. Logo após, foi feita uma apresentação da secretaria, o que ela abrange e como é a hierarquia dentro dela.

Em seguida, os trabalhos começaram com a apresentação do Corredor ABD, que cruza cinco municípios, num total de 33km, cuja operação começou no ano de 1988 e teve seu controle transferido à iniciativa privada em 1997, num contrato assinado para 25 anos. A Metra, empresa que tem a concessão do corredor e que assumiu a frota estadual no repasse, transporta uma média de 240 mil passageiros/dia em 13 linhas, operadas por 270 veículos.

Após a breve apresentação, houve agradecimentos em especial à dra. Marieta Barros, que lutou desde o início e acompanhou todas as fases do projeto do ônibus a hidrogênio. Logo depois, as explanações, algumas bastante otimistas, traçaram uma expectativa de renovação de frota a médio prazo por ônibus a hidrogênio, reduzindo drasticamente a emissão de poluentes na atmosfera.

O projeto todo foi desenvolvido por um consórcio de doze empresas, que são: AES Eletropaulo, Ballard Power Systems, EPRI, Hydrogenics Corporation, Marcopolo do Brasil, NuCellSys, Petrobras – Petróleo Brasileiro, Petrobras Distribuidora, Tutto Trasporti, FINEP, GEF, PNUD/Nações Unidas e EMTU/SP, além da participação do Governo do Estado de São Paulo, e do Ministério das Minas e Energia, que acompanharam de perto todo o desenvolvimento.

Os trabalhos tiveram início em 1993, com os estudos de viabilidade da implementação do ônibus movido a hidrogênio no Brasil. Essa fase, depois de algumas paralisações, foi concluída em 2001, quando saiu o primeiro convênio. Em 2005, foi anunciado o segundo convênio, que possibilitou a continuidade do projeto no ano seguinte, quando foram assinados os convênios de cooperação entre as empresas e as financiadoras, sendo que o principal fundo investidor foi o GEF (Global Environment Facility), que é um grupo que apoia diversos projetos em países em desenvolvimento, principalmente na área de políticas ambientais. Os financiamentos do grupo vem principalmente de repasses de doações feitas por empresas e órgãos como o PNUD e o Banco Mundial. De 2006 até o momento, os recursos disponibilizados ao GEF somaram cerca de US$ 3,13 bilhões.

Durante vários momentos do workshop foi destacado o sucesso do projeto do ônibus em meio a tantas dificuldades enfrentadas em diversas fases, principalmente com a desistências de diversas empresas, e em alguns pontos até a escassez de recursos. Pouquíssimos projetos tem continuidade como esse teve no Brasil, principalmente pela falta de interesse do poder público.

Cada empresa parceira fez a apresentação de sua participação no projeto, dando todos os detalhes técnicos, tempos de execução, desafios enfrentados e estimativas para o futuro. O projeto inicial que tinha como previsão a fabricação de cinco veículos, foi revisto para três unidades, em virtude da verba disponibilizada. Porém, isso não impede que caso mais verba seja liberada futuramente, as cinco unidades previstas sejam fabricadas. O número de três unidades foi fechado no dia 30 de junho.

O ônibus brasileiro movido a hidrogênio teve seu chassi montado pela Tutto Trasporti, com piso baixo total e recebeu carroceria modelo Gran Viale, da Marcopolo, com 25 poltronas. De acordo com a empresa caxiense, no início a Marcopolo ia apenas fornecer os bancos, porém com o andar do projeto acabou montando toda a estrutura de carroceria. O motor de tração elétrica foi fornecido pela Siemens, que é alimentado por três baterias do tipo Zebra, totalizando 108kW.

Esse motor pesa 120kg e suporta uma oscilação de temperatura que vai de -30°C até 70°C. O gerenciamento desse item será feito pela Modine, empresa líder em arrefecimento de motores. Nove cilindros para armazenamento do hidrogênio foram colocados na parte de cima do carro. Esse conjunto da parte superior foi fornecido pela Dynatech. O software de monitoramento do veículo foi desenvolvido também pela Tutto Trasporti. As duas células de combustível são da Ballard, fabricante canadense desse tipo de produto. A Ballard trabalha atualmente com projetos de células para motores com 275hp médio, para um consumo de 205kW. A Marcopolo ainda passou as dimensões do veículo, que são: 2270mm de balanço dianteiro, 7500mm entre-eixos, 2350mm de balanço traseiro, largura de 2500mm e tamanho total de 12600mm.

A Tutto Trasporti anunciou que o segundo veículo, que começará a ser montado neste segundo semestre de 2009, poderá sofrer algumas modificações. Está previsto inicialmente que o novo ônibus terá 15 metros, com dois eixos dianteiros, duplicando o suporte de peso na parte da frente do veículo, dos atuais 7,5 mil kg para 15 mil kg, e mantendo o suporte no eixo traseiro, nos atuais 13 mil kg. O maior suporte na frente balanceia a distribuição do peso do veículo, principalmente por conta dos cilindros, localizados na direção do eixo dianteiro. Foi mostrado como exemplo os ônibus elétricos híbridos em operação na cidade de São Paulo, que já dispõe dessa tecnologia nos chassis. A Tutto ainda informou que para esse segundo veículo será estudada a possibilidade da diminuição do espaço reservado aos motores e baterias, na parte traseira, dando mais espaço interno. Esse veículo foi o que teve o menor custo de produção, entre as demais unidades que já foram feitas em todo o mundo. O valor exato não foi divulgado, mas o protótipo custou entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,3 milhão. A previsão é que a nova unidade custe menos que isso.

Antes do encerramento do workshop, que foi feito pelo representante do GEF, foram apresentados os detalhes dos testes iniciais do ônibus a hidrogênio. Dos 16 itens avaliados, 15 foram aprovados. Ficou faltando apenas a instalação do sinal sonoro que indica velocidade superior a 55km/h. Segundo informações, tal dispositivo já está instalado. Os testes foram feitos no autódromo de Guaporé, na Avenida Mário Gomes (São Bernardo do Campo) e no Corredor ABD, sempre depois da 1h da manhã, quando já não havia mais ônibus em operação. O ônibus circulou com sacos de areia para que chegasse ao seu PBT (peso bruto total). Acompanhou os testes um ônibus a diesel, também com sacos de areia, para uma comparação de desempenho. A montagem do ônibus, bem como todo seu desempenho etc., tiveram como base o trecho do Corredor ABD que liga Santo André ao Terminal São Mateus, em São Paulo, que é o que possui maior número de vias íngremes. Dessa forma, os testes levaram o carro ao extremo de desempenho, pois com isso ele pode circular por outros trechos que não apresentará problemas.

Na comparação com o veículo a diesel, o ônibus a hidrogênio teve melhor desempenho de arrancada e subida de ladeiras na maioria das vezes. Em vídeo da Tutto Trasporti feito na garagem da Metra mostrou a comparação dos dois veículos, onde o protótipo ficou um pouco à frente do outro veículo em terreno plano. Em caso de alagamentos, a orientação é que o operador desligue o veículo. Os motores de propulsão estão localizados a exatos 1m do chão, o que dá uma margem de segurança razoável na passagem pela água.

A operação do ônibus a hidrogênio será feito pela Metra. De acordo com a presidência da EMTU, a empresa é um dos exemplos de gerenciamento no Brasil e por isso sempre é parceira em projetos como esse. A estação de abastecimento de hidrogênio está sendo montada na garagem da Metra. No momento, o local está com uma estrutura provisória. Quando ficar pronta a construção definitiva, o gerenciamento será feito pela Petrobras Distribuidora. O tempo total de abastecimento, depois que a estação estiver pronta, será de cerca de 10 minutos.

O ônibus a hidrogênio operará uma média de 258km por dia no Corredor ABD. Os cilindros cheios dão autonomia de 300km ao veículo, o que garante a circulação por um dia todo, sem necessidade de paralisação para reabastecimento. Os testes em linhas com passageiros começará em agosto.

Cobertura: Equipe Portal InterBuss
Fotos: Tiago de Grande
Texto: Luciano Roncolato

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Comunicado Portal InterBuss - Retomada das atualizações

O Portal InterBuss comunica à todos que esta semana regularizará as atualizações normais de seus blogs e de fotos. Estamos enfrentando problemas com a operadora Telefônica, e assim que regularizado tudo voltará ao normal. Estamos também trabalhando em regime de contingência para não deixar tudo paralisado.
Aproveitamos para informar também que todas as fotos recebidas e mensagens enviadas serão respondidas ao longo da semana, já que houve um grande acúmulo.
À todos, muito obrigado pelo apoio e pela paciência. Ainda hoje, o Portal InterBuss terá uma atualização complementar com fotos de diversas novidades colhidas ao longo da semana passada, e publicaremos também uma matéria especial neste blog.
Texto: Luciano Roncolato/Portal InterBuss

Florianópolis reajusta tarifa de ônibus

Com adesivos ou cartazes improvisados, os ônibus da Grande Florianópolis começaram neste domingo a estampar nos vidros dos veículos o novo preço das passagens. Apesar do aumento, o segundo desde o início do ano, a maioria dos usuários do transporte coletivo ainda não sentiu a diferença no bolso.
Neste domingo, a passagem, que agora está R$ 0,10 mais cara, só foi cobrada dos usuários que pagaram em dinheiro. Quem utilizou os cartões eletrônicos — cerca de 80% dos passageiros — desembolsaram o valor antigo. O crédito do cartão abastecido até domingo ainda valerá por 60 dias.
De acordo com o vice-prefeito e secretário de Transportes, João Batista Nunes, as empresas já estão autorizadas a cobrar o aumento. O presidente do Sindicato da Empresas, Waldir Gomes, não foi localizado pela reportagem, mas o diretor operacional da Transol, Roger Nascimento Silva, confirmou que os valores reajustados só serão descontados dos usuários que recarregarem seus cartões a partir desta segunda-feira.
O acordo que encerrou na madrugada de sexta-feira a paralisação de 68 horas dos motoristas e cobradores representou para os usuários de ônibus, somente este ano, um reajuste de 12% nos valores das passagens.
O valor, totalizando o índice aplicado em janeiro e o de agora, é mais que o dobro da inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou 2008 com alta de 5,9%.
Fonte: Diário Catarinense