Além de atrasos e partidas previstas não realizadas, alguns problemas chamaram a atenção:
- Havia ônibus fantasmas: Veículos que não constam na relação da SPTrans e outros que estão nas planilhas mas que nunca foram vistos;
- Ônibus com pneus carecas;
- Veículos sem o GPS ligado, o funcionamento do aparelho é obrigatório. Caso desligado, a fiscalização fica impossível por parte da SPTrans;
- Ônibus com licenciamento vencido;
- Motoristas com mais de 20 pontos por infrações de trânsito na carteira, o que o impede de dirigir;
- Ônibus relacionados em uma linha para a SPTrans, mas na prática, operando em outras linhas.
O Tribunal de Contas do Município de São Paulo também suspeita que os contratos entre empresas e Prefeitura não são cumpridos, principalmente, no tocante ao número de ônibus e viagens por linhas e empresas.
O órgão pediu ao Poder Público e às empresas mais de vinte documentos para também apurar possíveis sonegações tributárias e para certificar sobre a propriedade dos ônibus, já que há suspeita da existência de veículos fantasmas.
O processo do TCM já está em andamento e o relatório será concluído até a SPtrans e as empresas derem uma explicação quanto às irregularidades. Os trabalhos do Tribunal começaram depois de denúncias recebidas pelo órgão.
A SPTrans afirma que a fiscalização é intensa e tem total controle sobre o sistema. Em relação às irregularidades, o órgão de gerenciamento público explica que tem feito autuações.
Até junho deste ano, segundo a SPTrans, foram feitas 11.296 autuações por não cumprimento de partidas e que recolheu 217 veículos com pneus sem condições de operação. A São Paulo Transportes afirma que já foram instaurados 237 processos, alguns pedindo a exclusão dos operadores. Para o TCM, as medidas não estão sendo suficientes, já que leigos percebem as
irregularidades. O Tribunal não descarta o aprofundamento das investigações
NÚMEROS:
Na Capital Paulista são realizadas cerca de 6 mil partidas por dia. A frota é de 14 mil 832 ônibus, microônibus e vans. A SPTrans conta com 574 fiscais
Texto: Adamo Bazani

