quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Passagem de ônibus pode ser reduzida em Votorantim/SP

O valor da tarifa do transporte coletivo urbano municipal de Votorantim pode ser reduzido em breve. Para isso, a prefeitura deverá encaminhar nos próximos dias um projeto de lei à Câmara.

O prefeito Carlos Pivetta explica que a proposta visa criar adaptações necessárias às leis já existentes para possibilitar a concessão de subsídios ao transporte coletivo urbano e ainda a criação do Fundo de Incentivo à Administração Tributária.

Ainda segundo Pivetta, o projeto se trata de um plano de incentivo ao transporte coletivo da cidade, que objetiva fazer com que a prefeitura ofereça um benefício ao usuário. “A meta é cobrir uma parte desta tarifa de ônibus, com isso fazer com que o passageiro pague um valor menor à empresa concessionária”, diz.

Assim, se o projeto for aprovado pelo Legislativo, a parte restante do valor da tarifa passaria então a ser custeada pela prefeitura.

O Plano de Incentivo ao Transporte foi tema de uma audiência pública realizada na quinta-feira, no plenário da Câmara de Votorantim. Na ocasião, o próprio Pivetta explicou todo o projeto.

Hoje a tarifa custa R$ 2,20 em Votorantim. Ainda não está definido qual será o valor exato do subsídio.

Fonte: Silvia Arruda/Bom Dia Sorocaba

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Caio Induscar vende 100 carrocerias Topbus para o Grupo Ruas; encarroçamento será sobre chassi Volvo B9Salf

A encarroçadora de ônibus Caio Induscar vendeu 100 unidades do seu urbano Topbus sobre chassis biarticulado Volvo B9Salf, recém lançado no Brasil.

Os veículos são 100% piso baixo e, com 26,5 metros, possuem lotação para 48 pessoas sentadas e 147 em pé, totalizando até 195 passageiros e um cadeirante, atendendo aos mais exigentes padrões de acessibilidade, conforto, segurança e capacidade de transporte.

O Topbus tem a poltrona do motorista na posição central, para facilitar o controle do ônibus e visibilidade. Conta com 8 portas, sendo 7 para entrada de passageiros e uma de serviço exclusiva para acesso do motorista. Sua estrutura é reforçada com tubos especiais de maior resistência.

Os ônibus serão destinados a São Paulo, contribuindo para melhora no trânsito da cidade, por meio de operadoras que transportam em média cerca de 90 milhões de pessoas por mês.

Também são vantagens das carrocerias menos emissões de gases poluentes, menor custo por passageiro transportado e atendimento da demanda de forma mais equilibrada. São ideais para sistemas BRT’s (Bus Rapid Transit) e grandes corredores urbanos.

Fonte: Caio Induscar

Viação Gato Preto testa veículo movido a etanol com carroceria Caio Induscar Millennium e chassi Scania K270

A encarroçadora de ônibus Caio Induscar produziu um protótipo da sua carroceria Millenium movida a etanol.

O projeto da carroceria foi realizado em parceria com a Scania e a Universidade de São Paulo (USP), por meio do Cenbio (Centro Nacional de Referência em Biomassa), órgão do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE), entre outros.

A carroceria urbana Caio, modelo Millennium, escolhida para o projeto foi encarroçada sobre chassi Scania K270 6x2*4. O protótipo possui capacidade para transportar 34 pessoas sentadas, apresenta novo painel de instrumentos e novo layout interno, atendendo as mais rígidas normas de qualidade e segurança.

Segundo artigos sobre a pesquisa de ônibus movidos a etanol, o Brasil é primeiro país americano a ter esses veículos em circulação. A operação de ônibus a álcool em Estocolmo, nos últimos quinze anos, poupou a atmosfera de cerca de 140 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2). Anualmente, a redução de emissão de CO2 desses ônibus equivale ao emitido por 5 mil carros de passeio.

Para a Caio Induscar é muito importante participar de projetos que beneficiam o ambiente, pois assim coloca em prática sua missão de desenvolver produtos de excelência em transportes, atendendo as expectativas dos clientes e bem-estar dos colaboradores e da comunidade.

Fonte: Caio Induscar

Caio Induscar vende 662 unidades de Mondego H para o Chile

A Induscar, encarroçadora de ônibus Caio, já está produzindo 662 carrocerias urbanas para Santiago do Chile. Os veículos destinam-se ao sistema de transporte público Transantiago que coordena a infra-estrutura de ônibus e metrô da capital do país e de áreas vizinhas.

A Rede Transantiago possui um total de 326 linhas de ônibus, cobrindo mais de 10.000 km, dos quais 60 km estão reservados para utilização por ônibus.

As carrocerias urbanas Caio compradas são do modelo Mondego H, encarroçadas sobre chassi Mercedes-Benz, O 500 U, de piso baixo. Toda essa encomenda está sendo financiada pelo BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Essa venda vai colaborar com o Transantiago por meio de soluções específicas para o BRT - Bus Rapid Transit (Trânsito Rápido por Ônibus). Os ônibus são flexíveis e oferecem muitas vantagens para o transporte público.

A Caio Induscar é líder na produção de urbanos no Brasil, e aumenta sua exportação. Os modelos são fortes e resistentes, de fácil manutenção, adequados a diversos tipos de solos e locais. Apresentam design com linhas limpas e atuais.

Fonte: Caio Induscar

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Transporte em Uberaba poderá sofrer reajuste

A tarifa do transporte coletivo pode ter alteração, para mais ou para menos, segundo informa o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto.

Na quinta-feira, dia 29 de outubro, o prefeito esteve reunido com a diretoria das empresas que estão atuando em Uberaba, a Líder e a Piracicabana. Do encontro ficou definido que o gerenciamento do sistema de transporte coletivo será compartilhado, ficando a cargo de um superintendente da prefeitura e de um diretor de cada empresa. O prefeito afirmou na reunião que o sistema deve funcionar bem e se autossustentar, destacando que primeiro serão sanadas todas as questões e, depois, será discutida a tarifa.

A reportagem do JORNAL DE UBERABA perguntou ao prefeito se vai haver aumento na tarifa. "É claro que eles [a direção das empresas] querem conversar sobre a tarifa, já que está no edital a instituição da tarifa. Só que quero debater todo o processo de melhoria do sistema, definir as ações e o cronograma para a implantação destas ações. Somente depois disto a gente aceitaria falar sobre tarifa. Mas não sei se a tarifa vai aumentar ou diminuir. O próprio processo licitatório definiu isso. Fiz questão de nem saber isso, exatamente porque os passos são estes. Primeiro concluir o processo licitatório, as empresas começarem a trabalhar, definir o programa de melhoria, quais as ações serão implantadas, e é depois que vamos chegar a este ponto [de avaliar a tarifa]. O sistema se paga e, se a pessoa quiser mais ônibus nos horários de pico, com ninguém em pé, isso é possível, é só colocar mais ônibus no horário de pico, mas a tarifa tem de ser compatível para isso", observa Anderson, tentando amenizar se o usuário poderá aguardar por um possível aumento de tarifa.

E explica: "A tarifa é o seguinte: qual é o conjunto de ações que você pode melhorar e que não cause muito impacto numa próxima tarifa? Esta é a discussão que vamos iniciar depois do processo de melhoria e isso não tem definição, porque a programação está sendo feita pelo dr. Antônio Almeida [superintendente de Trânsito e Transportes]. Conversei com os empresários e disse que Uberaba quer um bom serviço e estou determinado a criar um novo momento, em que a gente consiga fazer com que haja bom serviço do transporte coletivo para a população. Vamos conversar conjuntamente e compartilhar as informações, para que a gente possa atingir este objetivo. Depois, naturalmente, a prefeitura está disposta a remunerar as empresas para que haja um bom serviço de transporte", informa.

Transmil - O prefeito afirmou, ainda, que a prefeitura não irá ajudar a Transmil a cumprir com os compromissos trabalhistas, porque ela "não pode e nem deve ajudar". Lembra que, no período de transição, se não tivesse dado a garantia para os trabalhadores de que receberiam o salário, poderia ter sido um caos essa transição.

"No entanto, aconteceu de forma razoável, porque empenhei minha palavra de que, se eles não recebessem da Transmil, a prefeitura iria honrar os 17 dias de trabalho na transição. A prefeitura segurou recursos da Transmil e agora vamos acertar. Não sei se depositando em juízo. O jurídico da prefeitura está encontrando a forma de fazer este acerto, mas é dinheiro que seguramos da Transmil e vamos passar para o pagamento dos funcionários."

Fonte: Maria das Graças Salvador / Jornal de Uberaba

domingo, 1 de novembro de 2009

Situação da TCS em Sorocaba é cada vez mais precária

A manutenção dos ônibus da Transporte Coletivo Sorocaba (TCS) está prejudicada. O profissional que administrava a TCS antes da intervenção, Baltazar de Sousa Júnior, revela que a Urbes reduziu a aquisição de peças e consequentemente os reparos nos ônibus. Na garagem, mecânicos afirmam que a checagem preventiva caiu pela metade e confirmam a falta de estoque para todos os consertos necessários. Autopeças informam que deixam de vender por causa das dívidas.

Nas ruas, os ônibus param ou provocam acidentes por causa dos defeitos, como um atropelamento fatal no mês de setembro. A Urbes diz que não houve interferências no plano de manutenção. Em relação aos fornecedores, informa que “não houve atraso de pagamento de fornecedores, mas sim reprogramações em razão da administração de fluxo de caixa da empresa, que prioriza despesas com pessoal, combustível, manutenção e as demais despesas necessárias à operação”, consta em reposta à reportagem. Também reconhece dificuldades na operação das linhas e lembra que as administra para evitar a descontinuidade do serviço de transporte.

Em entrevista na última segunda-feira, Baltazar de Sousa Júnior disse que a partir do final de maio, depois que a Urbes interveio totalmente na administração da TCS, o investimento mensal na frota reduziu em R$ 414 mil, de R$ 1,807 milhão para R$ 1,393 milhão. Afirma que a partir de então passou a haver mais quebras, menor investimento para compras no almoxarifado e carro pendente de manutenção por falta de peças. “A coisa está degringolando, estão deixando de investir e a frota vai quebrar, não vai rodar. Será que não é para prejudicar a TCS?”, questiona.

Segundo Baltazar, deixam de ser feitas revisões pelo “valetamento”, ou seja, a checagem de todas as folgas de cada carro quando retornam das ruas. No ‘valetamento‘ são checados rolamentos, manga de eixo, roda, trambulador. “Com a falta de investimento está deixando de comprar peças básicas (...) detectados problemas era feita a ficha e trocada a peça, isso não está mais sendo feito em alguns tipos de manutenção”, afirmou. Na opinião de Baltazar, a Urbes deixa de fazer a manutenção porque a frota será substituída pelos novos veículos das empresas emergenciais.

Pode piorar

A Urbes informa que a situação pode piorar. Lembra que as dificuldades aumentaram a partir de 4 de agosto deste ano, quando, por determinação judicial, dez veículos foram apreendidos. As apreensões ocorreram por falta de pagamentos de empréstimos junto à instituição financeira, cuja garantia incluía veículos do transporte coletivo de Sorocaba. E pode piorar porque há pendência sobre outros veículos que podem ser apreendidos pela mesma instituição a qualquer momento. Não divulgou quantos são.

Justificou que a intervenção foi realizada para operar as linhas pertencentes ao Lote 1 com o objetivo de evitar a descontinuidade da prestação dos serviços de transporte coletivo em razão da sua natureza essencial. Explicou que o decreto municipal (nº 16.633, de 27/05/2009), determinou a intervenção total na operação do serviço de transporte coletivo urbano, decorrente da caducidade da concessão outorgada à TCS, também, determinada por meio de decreto municipal (nº 16.634, de 27/05/2009).

Quebras e atrasos continuam

Os ônibus da Transporte Coletivo Sorocaba (TCS) continuam quebrando e atrasando os compromissos dos passageiros. Somente no ponto em frente ao jornal Cruzeiro do Sul, na avenida Carlos Reinaldo Mendes, dois diferentes carros tiveram que encerrar as viagens ontem e pelo mesmo motivo: alta temperatura no motor. O carro de número 1.700, com nove anos de uso, ferveu por volta das 14h40. Às 17h50, foi vez do motorista do carro 1.785 encerrar a viagem no mesmo local por causa do alarme sonoro que indicava o motor muito quente com riscos de fundir, se prosseguisse a viagem. A assessoria de imprensa da Urbes Trânsito e Transporte não foi encontrada ontem para informar os motivos das falhas ou quantos veículos quebraram ontem.

A doméstica Jussara Bock, 45 anos, estava no ônibus 1.700, com destino ao bairro Éden, Zona Industrial. Disse ter aguardado por cerca de meia hora pela chegada do outro ônibus para prosseguir a viagem. “Tem que ter paciência, culpa da empresa que não faz manutenção, enquanto os ônibus novos continuam parados na garagem”, disse Jussara. O carro 1.785, que parou às 17h50, levava cerca de 30 passageiros para o bairro do Cajuru, Zona Industrial.

O carro chamado para continuar o itinerário do 1.785, segundo os passageiros, demorou cerca de 15 minutos para chegar. A faxineira Taís Aparecida de Abreu voltava do serviço e conta que foi a segunda vez que teve problemas com o transporte público esta semana.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul / Leandro Nogueira (parte)

Guarulhos volta a ter cobradores nos ônibus urbanos depois de dez anos

Depois de dez anos, Guarulhos, na Grande São Paulo, vai voltar a ter cobradores dentro dos ônibus. Alívio para os cerca de 300 mil passageiros que usam a condução, todos os dias. Hoje, o motorista tinha que cobrar as passagens, além de dirigir, é claro. Ficava de olho no trânsito, uma mão no volante, e a outra no dinheiro.

Depois de muitas reclamações, a Prefeitura de Guarulhos obrigou as empresas a contratar os cobradores. A partir deste domingo (1), toda a frota da cidade vai ter que ter cobradores. Na segunda maior cidade do estado, a maioria dos motoristas trabalha guiando o ônibus e controlando o pagamento dos passageiros.

As empresas tiveram seis meses para se adaptar às novas medidas, que atingem os 650 ônibus que circulam em Guarulhos. O problema é que cerca de 200 coletivos ainda nem têm espaço adequado para o cobrador. “Só milagre”, diz um motorista. Nos ônibus que já estão cumprindo a lei, a felicidade é de quem conseguiu um emprego.

Fonte: G1